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Percy Jackson & os Olimpianos

  • Foto do escritor: Giovanna Orcioli
    Giovanna Orcioli
  • 31 de jan. de 2024
  • 2 min de leitura


Que atire a primeira pedra o fã de Percy Jackson que já não estava cansado de esperar por uma adaptação decente dos livros. Eu certamente estava, e até teria atirado pedras nos filmes de 2010 se pudesse (com muito cuidado para não acertar o Logan Lerman, porque nada disso é culpa dele). Felizmente, depois de tanto tempo e tanta humilhação, a nova série do Disney+ trouxe uma adaptação realmente digna do universo de deuses, mitos e heróis de Percy Jackson e os Olimpianos. 


Isso não é uma opinião compartilhada pelo fandom e muito menos pelo público geral, mas, ao meu ver, Percy Jackson e os Olimpianos é uma adaptação muito maior do que tudo que já sonhamos em ter. Não, ela não é perfeita e nem segue o livro palavra por palavra. Mas por que deveria? Os livros estão longe de serem perfeitos, e sinceramente não me incomoda que o Rick Riordan e os roteiristas tenham se esforçado para reformar os detalhes da história que não mais lhe cabiam — me agrada, até. Honestamente, me parece muito mais admirável traduzir essa jornada para uma nova audiência sem perder a sua essência do que escrever um roteiro que apenas espelha a história que os fãs já leram inúmeras vezes. É bom saber que, dessa vez, alguém esteve disposto a abrir os livros, realmente entender quem são os personagens e trazê-los à vida. E, sendo uma das muitas pessoas que cresceram com essa saga e não têm mais a idade dos personagens, fico feliz de ver que, de certa forma, a história teve a oportunidade de crescer com a gente — apesar de o público-alvo continuar sendo infanto-juvenil, a série tem a maturidade de abordar tópicos que mal eram mencionados no livro, e o faz brilhantemente.



O elenco da série não é nada além de fantástico. É uma sorte gigante que a produção tenha encontrado atores tão perfeitos para os seus papéis, principalmente o trio principal: Walker, Leah e Aryan são Percy, Annabeth e Grover, e eles visivelmente se importam com esses personagens tanto quanto o fandom (e isso é dizer muito, acreditem). Eles se entregaram de corpo, coração e alma a esse projeto e a coisa toda não poderia ter dado mais certo. As performances são lindas e eu mal posso esperar para ver eles interpretando as minhas cenas favoritas dos próximos livros! 


Acima de qualquer aspecto técnico, o que eu mais amei nessa série é que ela foi feita por pessoas que se importam com essa história e entendem porque é tão importante para os fãs que ela seja contada da forma certa. Adaptações de livros tão amados geralmente fazem das produtoras as maiores inimigas do público, mas a tentativa de filme que foi “Percy Jackson e o Ladrão dos Raios (2010)”, em seu possível arco de redenção, tornou-se algo fundamental para o sucesso da série: um inimigo em comum entre a Disney e o fandom. Todos tinham em mente o que ninguém queria ver mais uma vez, então acabamos ganhando algo completamente novo e muito maior do que poderíamos ter imaginado em maio de 2020. O resultado foi lindo, confirmando aquilo que os fãs já sabiam há anos: tudo o que essa história precisava era uma segunda chance.


 
 
 

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