top of page

Meus filmes favoritos de 2023

  • Foto do escritor: Giovanna Orcioli
    Giovanna Orcioli
  • 2 de jan. de 2024
  • 7 min de leitura

Eu vi exatamente 100 filmes nesse último ano (uma queda enorme em relação a 2022, mas é um número que deixa o meu lado perfeccionista muito feliz), e 31 desses foram lançados em 2023. Foi difícil escolher só 13 para esse post, mas, sem enrolações, vamos direto para a lista:


13. Oppenheimer



Aqui nessa casa amamos (muito) o Christopher Nolan e o Cillian Murphy! Sendo bem sincera, Oppenheimer não seria tão relevante quanto foi para mim se não fosse pelo fenômeno do Barbenheimer. Em uma época normal, eu veria esse filme em um dia desocupado e prestaria os meus elogios ao Nolan e ao Cillian, mas ficaria por aí. Em tempos de Barbenheimer, eu passei meses antecipando a estreia, assisti a uma das primeiras sessões e ainda fui ao cinema mais uma vez na semana seguinte. Acredito que já tenhamos passado da época da necessidade de filmes de 3 horas, mas esse aqui valeu cada segundo -- não só pela experiência do cinema, mas também pela felicidade de ver que o Nolan continua tão brilhante quanto sempre foi. E, aproveitando que estamos nos aproximando da minha Copa do Mundo (temporada de premiações), deixo declarado aqui o meu completo e genuíno apoio ao Cillian Murphy na categoria de Melhor Ator no Oscar. Ele mesmo já disse que não se importa de ganhar ou não ganhar os prêmios, mas eu me importo muito e vou garantir que ele leve essa estatueta para casa (nem que eu tenha que roubá-la).


12. Wonka



Muitas pessoas têm feito muitos memes com esse filme e eu amo cada um deles, mas coloco ele nessa lista da forma mais séria possível. Eu não tenho nenhum motivo para fingir que não assisti esse filme só porque amo o Timothée Chalamet, então também posso admitir que eu não esperava grandes coisas de um musical do Willy Wonka quando fui assistir. Talvez por essas expectativas tão baixas, ou talvez só por ser um trabalho bem feito, o filme me surpreendeu muito. Ele é, obviamente, um filme divertido e bom para dar umas risadas -- foi isso que haviam prometido, afinal. Mas, para além disso, ele tem uma construção de universo lindíssima e uma história inesperadamente muito fofa e emotiva, ambas envolvidas em uma camada de mágica que a gente só encontra em filmes que adorávamos quando crianças. No final das contas, Wonka me venceu pela nostalgia -- acho que a minha versão criança teria amado esse filme, e isso me fez gostar dele ainda mais.


11. Saltburn



Gente maluca, frames bonitos, loucura, e, para finalizar, um tiquinho de insanidade -- sinceramente prefiria não comentar. Esse filme tem dado muito o que falar, e eu acho que todo mundo já leu e escutou mais do que o suficiente sobre ele. Mas, como grande fã de filmes esteticamente bonito e dos atores principais, preciso dizer que gostei do filme porque eu recebi tudo o que eu esperava dele: vibes dark academia, frames/cenários lindos de morrer (ex: a foto acima) e os meus queridos Jacob Elordi, Rosamund Pike e Barry Keoghan entregando looks e performances. Recebi mais do que isso? Sim, infelizmente, mas não é nada que eu não possa fingir que não aconteceu, então é isso que estarei fazendo.


10. The Holdovers



Foi o meu último filme do ano, assistido exatamente no dia 31, e ele foi como um presente surpresa para mim -- o que é bem apropriado, considerando que é um filme de Natal. Pelo que eu tinha lido anteriormente, eu sabia que ia adorar o filme, mas não que eu ia gostar tanto a ponto de colocá-lo no meu top 10 filmes do ano. Eu amo filmes de Natal, amo a trope de "família encontrada" e amo essa tendência do cinema contemporâneo de contar histórias sobre pessoas sendo pessoas e descobrindo os seus lugares no mundo, então The Holdovers foi só zerando o meu bingo conforme os minutos passavam. Além disso, lendo sobre o filme depois de assistí-lo, descobri que esse foi o primeiro filme do Dominic Sessa, ator que interpreta o Angus, o que parece pura loucura para mim -- ele é fenomenal nesse papel, e eu sinceramente espero que a Academia também tenha reparado nisso.


9. Are You There, God? It´s Me, Margaret



Esse filme é o clássico coming of age feminino, e essas histórias sempre serão muito amadas por mim. Eu fiquei muito feliz ao acompanhar a história da Margaret e senti tudo com ela. Devo os meus elogios ao roteiro e à performance da Abby Ryder Fortson, que são impecáveis ao retratar a experiência (um tanto quanto louca) de ser uma garota de 13 anos (re)descobrindo a vida, o amor, as amizades, a religião e tudo o que a cerca. Acima de tudo, amei esse filme porque ver uma personagem tão adorável quanto a Margaret passando pelas mesmas coisas que todas as garotas passam nessa idade foi um grande abraço.


8. May December



Meu maior flex do ano é ter visto esse filme no Cine Odeon durante o Festival do Rio. Eu sabia desde então que esse filme seria absurdamente comentado quando fosse lançado em outros lugares, e fiquei muito feliz de vê-lo recebendo tantos elogios nas últimas semanas. Admiro muito o trabalho perfeitamente equilibrado do Todd Haynes ao criar essa história -- o filme é emotivo quando deve, engraçado quando pode e envolvente em todos os momentos. Apesar de nem chegar à marca de 2 horas, ele cria uma ligação entre os personagens e o espectador que pouquíssimos longas conseguem. As performances são fenomenais, mas também não tem como se esperar menos de nomes como Natalie Portman e Juliane Moore. A verdadeira surpresa é o Charles Melton, muito conhecido (e subestimado) por Riverdale, que entregou uma das performances mais tocantes do ano sem que ninguém esperasse nada dele -- ele já chamou a atenção de várias premiações ultimamente, e a minha torcida é para que as coisas continuem assim até o final da temporada.


7. Priscilla



Aguardado por muitos meses e assistido só na última semana do ano, Priscilla foi um filme que eu já sabia que acabaria nessa lista antes mesmo de ser lançado. Não sou grande fã ou conhecedora da Sofia Coppola, mas sou facilmente rendida a filmes com estéticas bonitas (voltar ao número 11 da lista) e histórias sobre protagonismo feminino. Principalmente depois de ter desgostado tanto de Elvis (2022), com o Austin Butler, Priscilla foi como uma nova chance de conhecer essa história, dessa vez por uma perspectiva na qual estou bem mais interessada (com respeito, mas nem tanto, ao Elvis). Além de completamente apaixonada pela estética do filme, saí do cinema encantada pela performance da Cailee Spaeny -- ela é uma estrela de cinema da forma mais natural possível, e eu fiquei fascinada pela forma como ela expressa tantos sentimentos da personagem de forma simultaneamente sutil e gritante. Estou torcendo muito para ela nessa temporada e também espero que o trabalho de caracterização da Priscilla conforme ela envelhece seja devidamente reconhecido pelas premiações!


6. Asteroid City



Qualquer um que me conhece sabe que eu sou doida pelos filmes do Wes Anderson, então essa lista não estaria completa sem um lançamento dele. Esse filme, apesar de ser visivelmente um clássico Wes Anderson, é também bem muito diferente das outras histórias dele, e eu gostei muito disso. Enquanto filmes como O Grande Hotel Budapeste e Moonrise Kingdom beiram o surreal ao apresentarem os seus universos fantásticos, Asteroid City leva o espectador até esse limite, mas constantemente o traz de volta à realidade, apoiando toda a narrativa em reflexões nada fantasiosas sobre como a arte ajuda o ser humano a lidar com o luto. Mesmo não tendo a mais calorosa das recepções entre os cinéfilos, ele ainda é um filme lindíssimo que merece uma chance (ou duas, dependendo da pessoa).


5. Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes



Simplesmente perfeito. O comeback da minha era obcecada por Jogos Vorazes não estava no meu bingo para 2023, mas esse filme foi tão bom que eu voltei até mesmo a panfletar os livros e os filmes para todas as pessoas que eu conheço (a Giovanna de 2018 estaria muito orgulhosa). Mesmo não sendo uma adaptação perfeita do livro, A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes ainda é um retrato da Capital mais fiel do que todos os primeiros quatro filmes juntos. Uma coisa que sempre me incomodou na saga original foi a atenuação da crueldade que os tributos sofrem nos livros, porque isso sempre me pareceu muito contraditório considerando a mensagem da história, e eu fiquei contente em ver que os anos nos livraram dessa necessidade de tornar a narrativa mais "aceitável para um público muito jovem". Eu me encantei pela Lucy Gray e pela história dela lendo o livro, e permaneci encantada ao vê-la sendo interpretada pela Rachel Zegler. Acabei pagando com a língua, inclusive -- passei meses desacreditando nela, mas agora acho que não poderiam ter escolhido ninguém melhor para viver a Lucy Gray.


4. Guardiões da Galáxia Vol. 3



A melhor coisa que saiu da Marvel desde Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa (2021). Já escrevi sobre filme aqui, então não vou me prolongar, mas afirmo com toda a certeza (e muito amor) que esse foi o melhor final que os Guardiões poderiam ter tido. Eles começaram e terminaram a sua história em grande estilo, e vão ser lembrados assim para sempre.


3. Vidas Passadas



Já falei isso há algumas posições da lista, em The Holdovers, mas repito a mesma coisa aqui: eu amo a tendência do cinema contemporâneo de contar histórias sobre pessoas sendo pessoas e achando os seus lugares no mundo. A Celine Song mal chegou no cenário da direção e já começou mais do que bem, ao meu ver, porque Vidas Passadas também me encantou muito por retratar a beleza no cotidiano, a passagem do tempo e as mudanças da vida da forma mais linda possível. Além disso, o filme brilha muito por ser uma espécie de resgate de um gênero que, honestamente, tem estado bem decadente nos últimos 3 ou 4 anos: o romance. Os personagens -- e a relação entre todos eles -- são interessantíssimos e extremamente amáveis, do tipo que você carrega no coração por muito tempo mesmo. A Greta Lee, o Teo Yoo e o John Magaro são fenomenais em suas performances, e eu desejo todo o sucesso e reconhecimento do mundo para eles.


2. Homem-Aranha: Através do Aranhaverso



Mais uma vez, um filme que já escrevi (até demais) sobre aqui no blog, então não vou me prolongar. Tenho ouvidos abertos para todas as críticas a esse filme, mas sou apenas uma garota fanática pelo Homem-Aranha e ignoro cada uma delas sem o menor dos arrependimentos -- inclusive, continuo achando que ele é o melhor filme de super-herói lançado nos últimos anos e acho que vai ser muito difícil algum outro projeto mudar minha opinião sobre isso.


1. Barbie



Já falei o que eu tinha pra falar (e um pouco mais) sobre Barbie aqui, mas posso resumir em poucas palavras, nenhuma delas original: ela é tudo. A Greta Gerwig é a minha cineasta favorita desde que me entendo por cinéfila e cada lançamento dela é mais uma prova de que ninguém vai conseguir tocar no trono dela tão cedo. Estou torcendo muito para que esse filme consiga múltiplas estatuetas nas premiações desde junho, e sinto muito pela pessoa insuportável que eu vou me tornar agora que elas estão chegando.

 
 
 

Comentários


bottom of page