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Não! Não olhe!: Mestre do terror visita o sci-fi

  • Foto do escritor: Giovanna Orcioli
    Giovanna Orcioli
  • 28 de dez. de 2022
  • 2 min de leitura

Atualizado: 10 de jan. de 2023



Três anos após Nós, Jordan Peele volta para as telonas com Não! Não Olhe!, sua primeira viagem ao mundo da ficção científica. O longa, altamente aguardado por todos os fãs do diretor, conta a história de dois irmãos cuidadores de um rancho de cavalos, OJ (Daniel Kaluuya) e Emerald (Keke Palmer), a partir do momento em que eles se encontram frente a frente com uma força misteriosa. Uma vez que eles decidem investigá-la, a observação das câmeras de seguranças instaladas por Angel (Brandon Perea) e dos acontecimentos no parque de diversões de Ricky “Jupe” Park (Steven Yeun) mostram uma ameaça que é (ou ao menos deveria ser) impossível, os levando à pergunta que permeia a história até o último minuto: Como se chama um milagre ruim?


Contando com um elenco sensacional e uma abordagem moderna da história de extraterrestres (que já foi contada milhões de vezes), Jordan Peele entrega uma inégavel obra de arte sobre a sociedade do espetáculo. A crítica do filme não é nada sutil, e nem deveria ser: é clara e diretamente que a história ironiza os hábitos dessa nossa sociedade, mostrando de forma assustadora os fins drásticos aos quais eles podem nos levar. Além dos sustos impressionantes que me fizeram pular da cadeira em todas as três vezes em que fui ao cinema (sim, eu tomei susto até quando já sabia exatamente o que esperar), algumas das sequências são verdadeiramente aterrorizantes, mostrando que a maestria do diretor ao lidar com o gênero do terror é indiscutível.



Falando de forma pessoal, o filme vale, e muito, o ingresso. Ainda assim, como uma grande fã de Nós e Corra! que esperou meses para ver Não! Não Olhe! no cinema, eu não pude evitar uma pequena decepção. O sentimento de terminar um filme com o queixo caído graças a um plot twist genial parecia para mim um padrão nos filmes do Peele, mas ele não se repetiu aqui. O filme me surpreendeu imensamente por seu brilhantismo, mas eu passei toda a sua duração esperando por uma reviravolta que não aconteceu (e esse é provavelmente o único detalhe que me impede de classificá-lo como um filme 5 estrelas). Talvez eu seja a única culpada por criar expectativas altas demais, mas eu esperava um pouco mais.

 
 
 

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