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“Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania”: a grandeza do multiverso é menor do que parece

  • Foto do escritor: Giovanna Orcioli
    Giovanna Orcioli
  • 16 de fev. de 2023
  • 2 min de leitura


Na última quarta-feira (15), a pré-estreia de “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania” em vários países finalmente marcou o início da tão aguardada (e também temida) Fase 5 da Marvel. Ao longo de duas horas de visuais fantásticos, somos levados ao Reino Quântico junto de Scott Lang (Paul Rudd) e sua família e acompanhamos a sua aventura contra a soberania de Kang, O Conquistador (Jonathan Majors).


Com um número exacerbado de promessas e o dobro de ideias mal desenvolvidas, o filme faz o que pode para se apresentar como o pioneiro dessa nova saga do multiverso, mas decepciona ao se acovardar na hora de explorar toda a imensidão desse conceito. O potencial do multiverso no MCU era gigante, mas foi inacreditavelmente desperdiçado (à exceção de Sem Volta para Casa, que é meu xodó). E digo o mesmo sobre o Kang, pois não houve performance impecável do Jonathan Majors para salvar o descaso com o personagem: o roteiro constrói uma enorme expectativa em relação ao grande conquistador, mas, uma vez que ele entra em cena, falha em fazer o público compreender a ameaça que ele realmente apresenta para a estabilidade do universo.


Os últimos dois filmes do Homem-Formiga estão entre os meus favoritos do MCU por conta do seu caráter de filme de conforto e do seu humor para todos os públicos, mas nenhuma dessas características se encontra nessa sequência. Em geral, Quantumania é muito diferente de tudo que fez a Marvel ser tão bem falada entre 2016 e 2019. Apesar da esperança ser a última a morrer, os marvetes não têm mais para onde fugir: é indiscutível que a Marvel se perdeu nas próprias ambições (tanto criativas quanto mercadológicas) e provavelmente nunca mais vai chegar aos pés da sua era de ouro novamente.



Ainda assim, o filme não é de todo ruim: se tem uma única coisa que os filmes da Marvel não perderam ao longo dos anos é o seu caráter de entretenimento. Bons ou ruins, todos eles ainda proporcionam uns risinhos aqui ou ali e, no final, acaba sendo no mínimo divertido assistí-los. Além disso, um outro ponto positivo é que o Kevin Feige (ou Zé Bone) realmente escuta os fãs de vez em quando: o CGI de Quantumania é um avanço imensurável em relação a projetos como Mulher-Hulk. Eles também não tinham como apresentar nada abaixo do meticulosamente perfeito (excluindo um certo personagem), até porque o CGI constrói a grande maioria do filme.


No fim das contas, só nos basta rezar para que ninguém precise passar por infinitas variações desse filme até o fim da Fase 6.


 
 
 

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